Piquenique, da manta para a mesinha

Nas noites de sábado preparavam-se os domingos de piquenique. Eram noites de pão de leite recheado com carne, noites de tacho de barro em que o arroz de tomate ficava a dormir antes de estar cozido, quentinho, embrulhadinho em jornais para que no dia seguinte parecesse fresco e acabado de fazer.

Abalávamos os 3, pai, mãe e eu, pelas 8 da manhã, às vezes mais cedo. Parávamos no Guincho para eu tomar banhos de frio, que é como o Guincho quase sempre é. Seguia-se a Serra de Sintra.

Nos primeiros tempos, para o piquenique, era na manta que montávamos a comezaina. Até que o meu pai comprou uma mesa desmontável em madeira e uns banquinhos articulados, o progresso!

Mas eu gostava mais do anti-progresso, da mantinha no chão partilhada com as formigas, e das anti-regras de voltar à praia e ao banho em vez da seca da sesta!

Piquenique, da manta para a mesinha
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