DSCN1280

O António contratou-o à distância, pela Internet e não fomos enganados. O Cau é um excelente guia! Percebe-se logo à primeira que além de saber muito sobre a sua terra, sabe transmitir a quem com ele anda. Demonstra preocupação pelo seu país, pelas crianças e tenta ser didáctico com elas ensinando-lhes que o futuro está nos estudos e não nos doces que pedem aos turistas.
DSCN1298DSCN1319
Levou-nos num circuito turístico a conhecer, as plantas, as roças, as praias, os restaurantes, a música que se faz por África. Foi um “banho” cultural. No primeiro dia em S. Tomé, o Cau foi-nos buscar de jipe às oito e meia. Depois das apresentações lá seguimos para a nossa viagem ao centro da ilha em direcção da Roça Bombaim, foi um percurso rico em sabedoria. O guia explicou-nos a histórias ou as estórias dos vários locais que visitamos e as várias utilidades de cada planta e de cada árvore porque passamos.

 

P9180040IMG_6259DSCN1325 DSCN1327DSCN1358
A Roça Bombaim ficava lá no fundo, num vale luxuriante, com vários edifícios desactivados onde agora vive a população lá do sítio. No centro, uma casa colonial feita em madeira, lindíssima! Hoje Pousada Bombaim, onde se pode ficar e não fazer nada.

P9180079DSCN1363

Os miúdos andavam sempre por ali a brincar, ora num baloiço improvisado num tronco de árvore, ora a subir às árvores, bem altas por sinal, para apanhar fruta. O Cau ia comprar Mangustões e eu que estava farto de ouvir falar no sumo do dito, provei e gostei. Bem doce! Gostei tanto que comprei um quilo para trazer para casa.

DSCN1347DSCN1345

Outra coisa que vi por lá, foram os Búzios da Terra, assim como os do mar, mas lisos como os caracóis. Os miúdos tinham um balde quase cheio deles, parece que os tiram da casca e depois os grelham.

P9180021P9180019P9180052DSCN1356P9180044DSCN1344

No regresso a ouvir música de S. Tomé e de outros países africanos lá íamos conhecendo a planta do café, a planta que depois de esfregada com as mãos era melhor que palha-de-aço para arear as panelas fumadas do carvão.  Outra planta que depois de esfregada com água serve como sabão para tomar banho ou lavar o carro é os coentros selvagens, que lá têm o nome popular de “selu sum zon maiá” (o cheiro do senhor João Maria). Este sr. cozinhava tudo com coentros daí os são tomenses darem este nome à planta.

DSCN1292