As minhas laranjas

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A Carregueira era a terra das laranjas, ainda antes, das do Algarve.
Lembro-me perfeitamente das terras, quase todas com pomares, que as gentes lá da terra levavam um ano inteiro a cuidar, para a partir de Novembro as começarem a apanhar para as porem em caixas de madeira e mandar para o Mercado da Ribeira, do lado do rio onde se fazia venda por atacado.
Depois era ficar à espera que fossem vendidas pelo preço feito pelo intermediário e só depois receber pela mercadoria.
A outra solução era vender na árvore aos intermediários.
Vinham do Fundão, eram comerciantes e faziam negócio com os pequenos agricultores. Compravam as laranjas nas árvores. Chegavam, falavam com o proprietário, iam dar uma volta pelo pomar, no fim faziam um preço miserável que os agricultores sem grandes recursos acabavam por vender quase ao desbarato.
Depois eram eles que vinham aos pomares recolher as laranjas para depois as vender em Lisboa!
Hoje os pomares de laranjeiras quase acabaram devido ao fraco rendimento e ao trabalho que dão.
O meu pomar é antigo e ainda tem algumas laranjeiras desse tempo!
As laranjas da baía são as que gosto mais! Doces e sem caroço. Nesta altura, a casca é muito fina, mas, quando vêm as geadas, a casca engrossa e ficam mais secas!
Depois ainda há as tangerinas, marroquinas, clementinas e outras!
Tenho quase todas! Que eu “trato” com muito carinho!???
Para mim é um gosto ir à árvore, apanhar uma laranja e comê-la mesmo ali!

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